All Her Fault = Tudo Culpa Dela (EUA, 2025) é quase perfeita:
Na realidade, a culpa é (sempre) delas – independente dos
contextos. O sequestro no início é só um pano de fundo para escancarar questões
mais profundas, diversas camadas, como o machismo, parentalidade e culpa em razão de gênero.
Um time de atores de primeira linha; um roteiro
progressivo, atraente, suspense psicológico “raíz”; plot twists para nos deixar
boquiabertos todos os 8 episódios; e um cardápio de discussões sobre
relacionamentos familiares tocantes e confrontativos:
A solidão acompanhada – como homens sonegam
presença, a efeito, a dupla (até tripla) jornada das mulheres/mães
Sobre prioridades
Sobre como conjugalidades se (des)equilibram em
agendas e disputas
Casas grandes, famílias fragmentadas,
empregadas, babás e filhos
Uma marido-pai psicopata, impõe controle
aparentemente cuidadoso (e cruel) sobre tudo e todos, manipulador contumaz
Sarah Snook (Marissa Irvine), um show de
interpretação; Michael Peña – quase sempre vilão, marginal – surpreendeu
fazendo um Detetive e pai dedicado
(Sim, há pedaços de cenas já repisados... O que não compromete o todo) By Geraldinho Farias













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