terça-feira, 25 de novembro de 2025

FRANKENSTEIM (EUA, 2025)

Em cartaz o clássico Frankenstein (EUA, 2025), sob a ótica de Guilherme Del Toro. Adaptação serve para ler nosso tempo - misto de drama, terror, suspense.

Pra começo: Dr. Victor Frankenstein é o médico, o criador do monstro – que nem possui nome. Essa dicotomia secular nos instiga. Depois de criado, o monstro terrível, feio, violento, se tornou símbolo da Maldade Humana. Del Toro parece ir na contramão de seus antecessores. Porque Jacob Elordi apenas se defende. O ponto é: A monstruosidade está no “pai”, Oscar Isaac, narcisista, símbolo do homem moderno - não no “filho” gerado.

(Há paralelos com obras de arte: Elizabeth quase toca no monstro = "A Criação de Adão", de Michelângelo; toca na ferida = “A Incredulidade de Tomé”, de Caravaggio; a Medusa assustada lembra outro Caravaggio; o olhar pro crânio remete à Hamlet... Show!)

A criatura não nasceu monstro; é dotado de sensibilidade. Mas, sabemos: Quem se sente rejeitado, rejeita! Sequer teve a chance de se socializar porque tão logo foi criado, foi condenado à sua bizarrice. Como Quasímodo (O Corcunda de Notre Dame), o Fantasma da Ópera... "Monstros" muito humanos.

Sabemos do que somos capazes: Elegemos vampiros, zumbis, demônios, bruxas... Bastam ser “diferentes”. Ao longo dos séculos foram autistas, downs, anões, Pcds dos mais diversos, diagnosticados, gays,... Abandonamos filhos, violentamos crianças, descartamos animais como lixos...

“Eu queria ser civilizado como os animais”, (Roberto Carlos em O Progresso, 1976). By Geraldinho Farias

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

NEM ANJOS, NEM SUPER-HERÓIS XIX

Não é incomum que pessoas de fé vivam numa espécie de bolha espiritual — um “outro mundo”, supostamente protegidos das dores e crises que afetam o restante da humanidade. Muitos traçam uma fronteira ilusória entre a espiritualidade e a realidade, como se as angústias e rupturas da alma não tocassem quem vive sob um credo. Mas a vida real insiste em contrapor: Crentes também adoecem, padres também choram, pastores também se esgotam. A fé não anula o humano – por mais que hajam coachs e religiosos a defender um dualismo!

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

O EVANGELHO "LÍQUIDO"

Está escrito: “Jesus chorou.”

Não está escrito: “Jesus sorriu.”

Mas Jesus sorriu — e muito! Certamente o Filho do Carpinteiro e da Camponesa era divertido, espirituoso, capaz de arrancar gargalhadas, como nos "causos" que contou - a do maluco que construiu uma casa sobre a areia ou do tio que acumulou bens em celeiros mas, de imediato, partiu desta, para, digamos, pior... A pesca maravilhosa, imagino, "cabô im zuêra".

Mas o texto sagrado cita o choro: O choro de Deus solidário às amigas Marta e Maria, ante a perda de Lázaro; o choro sobre a Jerusalém insensível; e, por inferência, o choro no Getsêmani e na Via Crucis — quando enfrentou o peso do mundo.

Jesus mamou, suou, sangrou e... Sorriu. Sorriu muito. Mas está escrito: "Je-sus-cho-rou". Os canais lacrimais de Deus são divindade à flor da pele!

Não há Evangelho sem lágrimas; não há evangelho tão Evangelho quanto a paulina “chorai com os que choram.” O Evangelho não é goteira, é cachoeira de lágrimas: Chorar é Evangelho estampado no rosto!

É preocupante quando não mais choramos; ou quando choramos seletivamente; ou ainda quando ideologias definam por quem devamos chorar.

Oremos pelos secos de lágrimas. Chorar é Evangelho sólido - e líquido! “Bem-aventurados os que choram.” By Geraldinho Farias

CORPO PRESENTE

Diz-se, diante da morte: “fazer o velório de corpo presente”. O corpo está presente - mas só o corpo; não há interação, gesto, olhar, toque, escuta. Há diferença oceânica entre afirmar “estou aqui” e efetivamente (afetivamente) estar, de fato — inteiro, atento, presente.

Manequins ornam vitrines - expõem roupas e adereços. São “corpos presentes”: Bonecos decorativos, "pessoas ornamentais" que são, sem ser.

Judas estava na mesa da Última Ceia – mas negociava noutra “mesa” - estava, sem estar; Pedro assumiu uma fidelidade que não sustentou - estava, sem estar; 3 discípulos acompanharam Jesus no Getsêmani - adormecidos, estavam, mas, não estavam.

Fazer companhia não é emprestar corpo distraído. Escutar não é apenas ceder orelhas às palavras. Idosos, diagnosticados, enfermos, cônjuges, filhos órfãos por pais distantes... Sabem: Distâncias não se medem por quilômetros, porque presenças distantes são ausências; proximidades indiferentes são ausências; companhias por obrigações (ou más vontades) são ausências!

Solidão ou invisibilidade imposta por quem está do lado é crueldade silenciosa: Cor-po pre-sen-te não é pes-soa pre-sen-te! By Geraldinho Farias 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

MÁRIO CÉSAR: UMA VIDA EXTRAORDINÁRIA!

O admirável Mário Pereira da Silva foi promovido à glória celeste, aos 82 anos. O Super-Mário, como o chamava, engrandeceu muito à pequena S. Caetano do Sul, cidade que sempre o respeitou com indescritível honra.


Este ministro traz consigo uma história impressionante: Foi o líder com o ministério mais longevo na região do Grande ABC e numa mesma Paróquia - experiência cada vez mais rara em S. Paulo e no Brasil. Foram mais de 40 anos de liderança somados três períodos – 1973 a 1982; 1984 a 1987; e de 1991 à meados dos 2010 à frente da Igreja Batista de Vila Gerty.


Nascido sob a repercussão da II Guerra, foram quase 60 anos de consagração ao Ministério Pastoral! E quase 50 anos do único e frutífero casamento com Elza Pereira da Silva – de quem descendem Mário César, Maurício, Marcos André e Marielze.


Num deserto de líderes cuja integridade inspire a nova geração, Pr. Mário em quase seis décadas assistiu a 14 copas do mundo; testemunhou o mundo bipolar (EUA x URSS); pregou durante o Período Militar; viu 13 mandatários da República; do tempo das máquinas de datilografia à ascensão das fibras óticas, sempre, sempre fiel a Cristo e ao Evangelho. Viu nascer e desaparecer ventos de doutrinas - dos mais inventivos aos venenosos; dos nativos aos importados; dos mais risíveis aos seculares; mas nunca, nunca contemporizou (=negociou, transigiu) o Evangelho que recebeu.


Testifico sua simplicidade. Apesar de liderar uma das mais operosas e abençoadas igrejas do Brasil, "Super-Mário" jamais foi seduzido pela fome e sede de poder que contaminam púlpitos: O de pastores-celebridades e showmans. Manteve-se intacto a escândalos numa integridade à toda a prova.


Mário foi um servo da Denominação. A Vila Gerty sob sua liderança participou ativamente das missões, da cooperação, característica dos batistas.


Foram anos de parceria com o Professor Pr. Kenjy Yamabuchi; passou o cajado em 2022 ao Pr. Sidnei Franco de Azevedo. O Decano na última década viveu enfrentamentos com sua saúde. Pastor Emérito, participava sempre que podia das celebrações da Congregação.  


Vocacionados, seminaristas, pastores novos e em exercício: Atentemos para a vida aprovada deste obreiro: "A quem honra, honra"  (Rm 13.7).  By Geraldinho Farias

Janeiro de 2017: O então Presidente da OPBB/SP,
Marco Antônio Azevedo, convidou Mário
para encerrar o Retiro em Sumaré. Na ocasião,
foi ministrada a Ceia por e para os pastores...

domingo, 28 de setembro de 2025

NEM ANJOS, NEM SUPER-HERÓIS XVIII

A cada novo episódio chocante da desistência de um Ministro de Confissão Religiosa, a estereotipia associada a este papel social se estilhaça. As imagens e símbolos que gravitam em torno de pastores, padres, pais de santos, ulemás.... De que são pessoas bem resolvidas, cujas espiritualidades são resistentes, exemplos e inspiração para ser e viver para párocos e fiéis, contrastam com o número de ministros que se assumem adoecidos e transtornados, desnudos ante os desafios impostos pela Missão.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

RELIGIOSIDADES E O ANTIPSICOLOGISMO

Santidade tem tudo a ver com sanidade; mas ainda há quem trate saúde mental como ameaça à fé:

Jesus não é "seu" Psicólogo

A fé remove montanhas, mas não deveria remover as ciências

"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto": Os saberes, os cientistas, os exames e os

terça-feira, 2 de setembro de 2025

BEM DITOS "NÃOS"

Há 10 "nãos" nos Dez Mandamentos

No "Sermão da Montanha" são dezenas:

"Não acumulem tesouros na Terra..."

"Não andeis ansiosos..."

"Não julgueis..."

Não é não! Não é "meio" não, "quase" não, "aproximadamente não" ou "mais ou menos" não!

Os nãos da infância são os primeiros desconfortos emocionais e nos preparam para as muitas contrariedades da/na/para vida. Nenhuma relação se mantém somente sob facilidades, aprovações irresponsáveis, receios de contraditórios e evitações de advertências; vale para espiritualidade, conjugalidade, educação de filhos, amizades, conduta profissional:

Cidadanias e maturidades são construídas também com "nãos" necessários e confrontativos; adultos infantilizados continuam a se opor a negativas, limites e proibições; ah, se soubessem o quanto negativas nos fazem crescer!

Uma divindade de "sim", autorizações permanentes e legitimações de desejos é apenas um ídolo domesticado.

Moisés se deparou com um closed na entrada da Terra Santa; o Apóstolo Paulo teve negado a remoção do "espinho na carne". By Geraldinho Farias

DÁ A CHUPETA PRO BEBÊ NÃO CHORAR

As chupetas foram consagradas na tradicional marchinha de Carnaval de 1937:  “Mamãe eu quero mamar / Dá a chupeta pro bebê não chorar! ”

Embora usadas para acalmar e consolar especialmente em situações de stress, choro e sono, o uso da “prótese” em bebês não é unanimidade. Deformação dentária, dependência e interferência na amamentação, dentre outros, são advertências dos especialistas.

A nova trend é sua adoção por...  Adultos! O modismo foi importado da China. Os novos usuários advogam seu uso para o enfrentamento de males bem contemporâneos como insônia, stress e ansiedade. 

Para adolescências estendidas, evitações da maturidade e flagrantes regressões, o uso de placebos não surpreende!

Se a adultização de crianças é um problema, a infantilização de adultos é outro! Já temos o fenômeno de pais que acompanham filhos jovens na entrevista de emprego... O que virá a seguir – uso de berços, mamadeiras e de fraldas?!?!

Você, homem, está inquieto em lidar com seus problemas? Consulte um profissional da saúde mental. (Terapia né brinquedo, não!)

 ‘Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino” I Co 13.11 By Geraldinho Farias

domingo, 24 de agosto de 2025

"SÃO" FELCA

Felipe Bressanim Pereira, o Felca, fez mais pelas famílias brasileiras em defesa da infância do que

Igrejas, dogmas e catecismos desconectados da realidade

Pastores, padres, pais de santo e ulemás, com discursos cansativos sobre o céu e superficialidades morais

Senadores e deputados - sobretudo os "conservadores", "pró" família, muitíssimos ocupados com causas e pautas outras que passam longe das famílias que propagandandeiam defender!

Contra o consumismo, erotização precoce e a adultização de crianças - luta inglória contra monstros que não habitam quartos, sonhos ou caixas de brinquedos - Felca não está só!

Sem regwl@mentaçaum das redi$ $osi@is a luta contra o c#ime é inócua!

"Se eles se calarem as próprias pedras clamarão" Lc 19.40

(Imagem: Misto de Salvatori Mundi, de Da Vinci (c 1500) na face de Felca, gerado por IA) By Geraldinho Farias

NEM ANJOS, NEM SUPER HERÓIS XVII

A Bíblia se refere à “sã doutrina”: A doutrina saudável, que promove saúde; se existe a doutrina “sã” é porque existe a doutrina insana, não saudável, que conspira contra a saúde do indivíduo causando transtornos, adoecimentos ou potencializando-os.

Há religiosidades perigosas:

As que negam os enfrentamentos da realidade – privações, rupturas, transições enquanto iludem fiéis com modelos de vida artificiais, sob promessas impossíveis de serem realizadas

Que veem profissionais da saúde mental como concorrentes de seus ministérios

Que dividem o mundo entre seus adeptos - os saudáveis, superiores, imbatíveis, e os demais, inferiores, fracos

Que alimentam o dualismo fé x Ciência, para quem esta, ameaça àquela

Negacionistas das ciências, dos medicamentos e das terapias; indiferentes às dores humanas mantém discurso obtuso, insensível, divorciado da generosidade, empatia e solidariedade

O pastor da Igreja Universal, Lucas de Castro Menino, 35, neste 05/08, após surto em Jacuiba (Tarija), Bolívia, desistiu. A lamentável manifestação do Bispo Edir Macedo sobre o trágico episódio confirma: O quanto religiosidades, seus dpgmas, credos e ritos são perigosos à saúde das pessoas!

Nossas orações e solidariedade à esposa Bruna Menino, familiares e amigos. By Geraldinho Farias

domingo, 10 de agosto de 2025

CONDOLÊNCIAS

Luto – latim, luctus  = dor, mágoa, lástima; sentimento de tristeza profunda motivado pela morte de alguém; conjunto de sinais, reações, sentimentos, experiências, transições, de quem perde algo ou alguém e o tempo de adaptação sobre o fenômeno.

Expressões comuns: “Meus sentimentos”, “lamento sua perda”, “sinto muito”

“Meus pêsames” equivale a “pesa me”.  Sinto o fardo, o peso do outro

“Minhas condolências”, do latim "condolentia", dolere = doer; ação, expressão de quem se compadece; compartilhar a dor ou sofrimento alheio; por quem se condói, compaixão, compadecimento

Quase sempre abraços falam mais que palavras

A escuta amorosa e paciente fala mais que palavras

Lágrimas partilhadas falam mais que palavras

Presença impacta mais que intenção

Pronto atendimento não substitui atenção solidária permanente

Dor não se compara – quase nunca é possível descrevê-la

Há diversas formas de ser empático, solidário, compassivo e presente: É ser!

19/06 Dia Nacional do Luto + 02/11 "Finados"

Católicos se referem à experiência da perda com o “viveu sua páscoa"e partilham Santo Agostinho:

"Saudades sim, tristeza não!” By Geraldinho Farias

sexta-feira, 25 de julho de 2025

A SANTA QUE O MUNDO TENTOU APAGAR

Maria da cidade de Magdala - uma vila de pescadores do Mar da Galileia, na Judeia, a popular Maria Madalena, ou, apenas Madalena, é das personalidades mais caluniadas ao longo da História. (Maria era nome comum para hebreias no Séc I, por isso, necessário distingui-la).

Dr. Lucas dá precisas informações sobre esta Maria: Uma das mulheres que seguia a Jesus, dando suporte ao seu ministério "com recursos", indicando ser provavelmente rica; liberta de 7 espíritos - pode ter experimentado 7 exorcismos ou, simbolicamente, haver experimentado cura completa; citada em primeiro plano, quase o equivalente a Simão Pedro dentre os discípulos.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

JESUS E A SOCIEDADE DO CANSAÇO

O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han descreve com precisão cirúrgica o "mal-estar da civilização": Uma época marcada pela hiperexigência, pela positividade tóxica e pela auto exploração, a “Sociedade do Cansaço” — quando a produtividade se tornou religião, o corpo virou máquina e a mente, campo de batalha. Vivemos sob a ditadura do desempenho. A ordem é performar sempre e a todo o custo!

A positividade compulsória e a pressão por resultados se tornaram violências silenciosas, invisíveis mas devastadoras — a depressão, a ansiedade e o burnout são sintomas crônicos de um modelo doente. A performance virou moral; o descanso, culpa; o fracasso, crime. O indivíduo não é mais explorado a partir de fora, mas por dentro, num permanente estado de “doping" existencial, em busca de mais - produtividade, beleza, espiritualidade ou relevância digital. O cansaço é modo de existir sob diagnósticos precoces e medicalização plena.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

NEM ANJOS, NEM SUPER-HERÓIS XVI

Desde 2021 está série incômoda tem sido publicada: Padres e pastores estão morrendo… Pelas próprias mãos! O fenômeno do swicídi@ e da awt@mutilação entre líderes religiosos rompe com a sacralidade que geralmente envolve a vida consagrada. Neste 5 de julho de 2025, o padre Matteo Balzano, 35 anos, sacerdote da Diocese de Novara e coadjutor da paróquia de Cannobio (Itália), desistiu... O fenômeno é global - ocorre no Brasil, nas Américas, na Europa; dezenas de padres e pastores encerraram suas jornadas terrenas sob o peso insustentável da solidão, da pressão, do burnout e de uma espiritualidade que, muitas vezes, sufoca a humanidade.

A rotina exaustiva, a idealização do ministério, a ausência de vínculos familiares e a negação de emoções reais criam cenários onde muitos vivem como “anjos em crise”, sem permissão para adoecer, desabafar ou falhar. Enquanto pregam sobre o céu, agonizam com os dilemas da terra. Não é fraqueza espiritual, é colapso humano e adoecimento institucionalizado!

Religiosidades que deveriam salvar almas, adoecem seus pastores. As estruturas religiosas — cúrias, dioceses, convenções, denominações — têm contribuído para essa epidemia silenciosa. Sob o peso de agendas intermináveis e uma produtividade impiedosa, a saúde mental dos ministros é negligenciada.

domingo, 22 de junho de 2025

BOBBIE GOODS

A nova vibe, skin, viral, trend, “febre”, onda,... É o Bobbie Goods. A criação de livros para colorir de Abbie “Bobbie” Gouveia é um contraponto, um ato de resistência, uma manifestação política no enfrentamento da “sociedade do cansaço” (Byung-Chul Han). Vez por outra percebemos uma volta ao lúdico como oxigênio numa vida corrida, célere, asfixiada por demandas, apps, telas, telas e mais telas!

domingo, 1 de junho de 2025

CASAMENTOS "LÍQUIDOS"

A separação de Virgínia e Zé Felipe provocou um abalo sísmico no Showbiz. Se se repercute mais que o tão sonhado fim da guerra entre Rússia e Ukrânia, é a lógica do “admirável Mundo Novo”.

Diversos casais já ocuparam o Olimpo dos Casais Perfeitos. Charles e Diana, Kaká e Carol, Sandy e Lucas Lima... Virgínia e Zé Felipe não será o último!

É da romantização midiática, idealização sacra, que se alimentam redes, páginas, apps, blogsfera. Casar – ou seu equivalente - descasar, casar novamente... É consumo!

O mercado precisa, exige o incenso episódico dos casais perfeitos, num meio que subexiste em função do factoide: Do “cashowmento”, da crise bombástica, do “divorcishow”, ...  É o que mantém o ecossistema. Casais icônicos, de famílias títeres, divindidades tik-tokers, são mantidos por ostentações, luxo, muito luxo, boataria e “fofocaria”. O importante é movimentar, engajar, add seguidores e... Faturar muito! The show must go on...

Na contramão, na vida real, no “desparaíso”, no lado de cá das telas, onde a vida é como é, o ato de casar, o casamento, a família é fragilizada, banalizada e desacreditada; de obra prima a mera garatuja, confirmam Vinícius: “Seja infinito enquanto dure”. By Geraldinho Farias

terça-feira, 27 de maio de 2025

A LÓGICA DE ELIFAZ, BILDADE E ZOFAR

Na Sociedade do Espetáculo (Gui Debord) a imposição para sermos atores dos nossos próprios enredos

Tudo virou (reallity) show - o nascimento, o mêsversario, o aniversário, o casamento, o divórcio,... Isto é: "Nasshowmento", "cashowmento", "showfrimento", "relishowsidade", "showlidariedade" etc

Narcisos e Narcisas anseiam viralizar os próprios filmes: Serem premiados com oscars e grammys

Vale romances, aventuras, suspenses,...

sexta-feira, 16 de maio de 2025

BBs REBORN: AFETOS E EFEITOS

Tem cara, peso, roupa, fios de Bb, mas é uma réplica hiper-real de silicone e outros materiais. Os reborns (“renascidos”), viraram trend em todo o mundo - brincadeira séria para todas as faixas-etárias. Há quem simule partos, rotinas higiênicas, correspondendo ao espantoso realismo dos bonecos. Para além do lúdico os reborns representam relações emocionais concretas, afetos, cuidados, para com filhos legítimos.... Não surpreende as curiosidades, juízos e discussões sobre.

Virais expõem perfis das cuidadoras: De meras colecionadoras - uma forma de controle, mulheres impedidas de gestação – maternidades idealizadas, enlutadas, a até as que excedem, não discernindo o real do imaginário.

terça-feira, 13 de maio de 2025

OF THE KING THE POWER THE BEST

A experiência religiosa como fenômeno é complexa.

É sempre um risco sua análise.

Num momento em que pesquisas indicam que há mais igrejas que a soma de escolas e hospitais, e, que em breve, a massa do segmento evangélico-protestante será maior em relação ao histórico Catolicismo Romano, assistimos aos virais dos performers mirins.

FRANKENSTEIM (EUA, 2025)

Em cartaz o clássico Frankenstein (EUA, 2025), sob a ótica de Guilherme Del Toro. Adaptação serve para ler nosso tempo - misto de drama, ter...