Em cartaz o
clássico Frankenstein (EUA, 2025), sob a ótica de Guilherme Del Toro. Adaptação
serve para ler nosso tempo - misto de drama, terror, suspense.
Pra começo: Dr.
Victor Frankenstein é o médico, o criador do monstro – que nem possui nome.
Essa dicotomia secular nos instiga. Depois de criado, o monstro terrível, feio,
violento, se tornou símbolo da Maldade Humana. Del Toro parece ir na contramão
de seus antecessores. Porque Jacob Elordi apenas se defende. O ponto é: A
monstruosidade está no “pai”, Oscar Isaac, narcisista, símbolo do homem moderno
- não no “filho” gerado.
(Há paralelos com
obras de arte: Elizabeth quase toca no monstro = "A Criação de Adão",
de Michelângelo; toca na ferida = “A Incredulidade de Tomé”, de Caravaggio; a
Medusa assustada lembra outro Caravaggio; o olhar pro crânio remete à Hamlet...
Show!)
A criatura não
nasceu monstro; é dotado de sensibilidade. Mas, sabemos: Quem se sente rejeitado,
rejeita! Sequer teve a chance de se socializar porque tão logo foi criado, foi
condenado à sua bizarrice. Como Quasímodo (O Corcunda de Notre Dame), o
Fantasma da Ópera... "Monstros" muito humanos.
Sabemos do que
somos capazes: Elegemos vampiros, zumbis, demônios, bruxas... Bastam ser
“diferentes”. Ao longo dos séculos foram autistas, downs, anões, Pcds dos mais
diversos, diagnosticados, gays,... Abandonamos filhos, violentamos crianças,
descartamos animais como lixos...
“Eu queria ser civilizado como os animais”, (Roberto Carlos em O Progresso, 1976). By Geraldinho Farias








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