Após This is It
(2009) – no ano de sua morte, fãs e admiradores do King of Pop viveram uma
“seca”; um personagem único, complexo e incortonável. O lançamento de uma
cinebiografia foi certamente aguardado sob altíssimas temperaturas...
O desafio de
retratar o personagem seria dificílimo pelas peculiaridades dos seus 50 anos,
sim – e numa película de 2 horas. Mas os resultados da bilheteria traduzirão
bem a "seca" acima exposta.
O abuso dos
recursos (quase) infinitos de IA – imagem, voz, cenários em retratar os anos 70
e 80 – são de tirar o fôlego! E o cast de atores muitíssimos competentes –
especialmente Jaafar Jackson, cuja incorporação muito fiel é grande destaque, e
Colman Domingo, como Joe Jackson, digníssima.
Ademais o roteiro
privilegiou lançar luzes e envernizar o personagem: Seu altruísmo a pessoas em
sofrimento, complexo de Peter Pan, amor aos animais... Ficaram de fora temas
polêmicos como a saída da Motown, acusações criminais, as encrencas com La
Toya, paternidades... Quincy Jones foi retratado de forma, digamos, econômica.
O longa trouxe citações ou alusões sobre o vitiligo e a dependência de
analgésicos. Retratou bem o episódio da MTV e as queimaduras numa propaganda.
Em suma: A saga deu maior tempo o menino pobre que teve de superar as relações adoecidas por um predador, o pai Joe Jackson, um vilão narcisista e obcecado por cifras. Muito difícil analisar tudo o que diz respeito a Michael Jackson. Ficou aberta a uma continuação. Mas... Depois de anos... Valeu a pena - ao menos para apresentá-lo aos Tiktokers! By Geraldinho Farias

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